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Sou carioca, artista plástico, professor de desenho e pintura, ilustrador, escritor e diretor de arte. Não necessariamente nessa ordem.

Sempre sonhei em um dia trabalhar com arte. Depois de muita luta, consegui.

Rabisquei muito papel mas nunca desisti. Sabia o que queria. Tive lápis, caneta, pincel, tintas diversas. Tudo para fazer o meu mundo criativo acontecer.

Ingressei na Escola de Belas Artes da UFRJ, graduando-me em Pintura.

Foi quando descobri que além de pintar o que via ao meu redor, também queria falar sobre elas. E isso veio de diversas formas e técnicas.

Todo o conhecimento de anos de trabalho e estudo se resume em minhas telas, papel, livros e por aí vai. Venha conhecer um pouquinho do meu trabalho.

Entre a Precisão e o Sonho

  Minha proposta situa-se na fronteira tênue onde a maestria técnica encontra a liberdade

do subconsciente.

No universo do Realismo Fantástico, busco a crítica velada, com a construção de uma verossimilhança inquietante: figuras e cenários que, embora anatomicamente perfeitos e texturizados, pertencem a uma dimensão que ignora as barreiras do tempo e do espaço.​

  Paisagens mentais, pessoais, utópicas ou visões críticas sobre o mundo contemporâneo.

Elementos sobrenaturais que se misturam em uma forma mágica de tratar com naturalidade, sem explicações racionais, focando no estranhamento.

 

  Utilizo como técnica o misto de lápis de cor, pastel seco e verniz sobre papel. Uma combinação deliberada de três materiais distintos, cada um desempenhando um papel narrativo crucial:​

 

o Lápis de Cor e a Estrutura do Real: longe de ser uma ferramenta escolar, o lápis de cor é aqui levado ao seu limite técnico. Através de centenas de camadas sobrepostas, onde alcanço uma precisão de detalhes que rivalizam com a fotografia.

o Pastel Seco e a Atmosfera Onírica: onde o lápis define, o pastel seco expande. Esta técnica é utilizada para criar o "clima" das obras — céus nebulosos, sombras profundas e transições suaves que conferem uma qualidade etérea às cenas. É o toque do pastel que retira a obra do campo do meramente literal e a transporta para o domínio do sonho.

o Verniz como overdub: o verniz não é apenas protetivo. Ele atua como um catalisador de contraste, trazendo à tona a vibração dos pigmentos e facilitando na sobreposição dos materiais.

Este manifesto do Fantástico​ é um exercício de anacronismo e metáfora. São temas que abordam a simbiose entre o homem e a natureza, a fragilidade da psique e o misticismo oculto nas formas cotidianas.

 

‘‘Não pinto o que vejo, mas o que a realidade esconde.’’

 

  O realismo técnico é a minha ferramenta para tornar a fantasia inquestionável. Se o detalhe é real, o espectador permite-se acreditar no impossível.

Com um olhar atento à herança dos surrealistas, mas com uma execução contemporânea e autoral, procuro me destacar pela paciência artesanal em uma era de pressa digital.

Cada obra é o resultado de dezenas de horas de dedicação, onde o papel deixa de ser uma superfície plana para se tornar uma janela tridimensional para o extraordinário.

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